Mais do que derrotar o Minotauro, o herói precisa lidar com a incerteza da novidade de cada passo a ser dado, o medo de se perder e a coragem de seguir adiante quando o caminho não está claro.

Seção 01

• VIOLÊNCIA
• CRIMES CIBERNÉTICOS
• SEGURANÇA PÚBLICA

Seção 02

• EDUCAÇÃO
• INCLUSÃO ESCOLAR
• CULTURA

Seção 03

• REVOLUÇÃO AMERICANA
• RECONSTRUÇÃO

Apresentação

A imagem de Teseu enfrentando o labirinto nos lembra que algumas jornadas são tão antigas quanto a própria humanidade. Mais do que derrotar o Minotauro, o herói precisa lidar com a incerteza da novidade de cada passo a ser dado, o medo de se perder e a coragem de seguir adiante quando o caminho não está claro. Não é difícil reconhecer algo de nós mesmos nessa história. Em um mundo marcado por mudanças rápidas, novas tecnologias e desafios cada vez mais complexos, também somos chamados, todos os dias, a encontrar nossos próprios caminhos.

Essa experiência ganha ainda mais significado quando dialoga com a poesia “Labirinto”, de Jorge Luis Borges. Em seus versos, o labirinto deixa de ser apenas um lugar e passa a representar a própria vida, cheia de perguntas, desvios e possibilidades. Muitas vezes, buscamos respostas simples para questões que não são simples. Dos impactos da inteligência artificial às preocupações ambientais, das transformações nas relações humanas às incertezas sobre o futuro, seguimos percorrendo caminhos que exigem reflexão, sensibilidade e disposição para aprender.

É justamente nesse percurso que a educação, a leitura e a cultura revelam seu valor. Elas não oferecem atalhos, mas ajudam a iluminar a caminhada, ampliando nossa compreensão do mundo e de nós mesmos. Cada texto lido, cada ideia compartilhada e cada conhecimento construído coletivamente pode servir como um fio orientador em meio às complexidades do presente. É com esse espírito que emerge essa edição de Asa Palavra na segunda metade de 2026.

LABIRINTO

Autor: Jorge Luis Borges

Não haverá uma porta. Já estás dentro,
Mas o alcácer abarca o universo
E não tem nem anverso nem reverso
Nem muro externo nem secreto centro.

Não penses que o rigor do teu caminho
Que fatalmente se bifurca em outro,
Que fatalmente se bifurca em outro,
Terá fim. É de ferro o teu destino

Como o juiz. Não creias na investida
Do touro que é um homem cuja estranha
Forma plural dá horror a essa maranha

De interminável pedra entretecida.
Não virá. Nada esperes. Nem te espera
No escuro do crepúsculo uma fera.

EXPEDIENTE

©
Cléver de Oliveira Júnior
Erika Helen Dias
Huener Silva Gonçalves
Jorge Luiz Cândido Caldeira
Josiane dos Santos Cardoso
Letícia da Silva Reis
Lorena Sousa Santos
Lucas Azevedo de Lima
Lúcio Alves de Barros
Pedro Ivan dos Santos Ferreira
Rafael Tallarico
Vagner Luciano Coelho de Lima Andrade
Virgínia Pacheco do Amaral Bispo

COLABORADORES

Textos

Organização e Coordenação Editorial
Sofia Martins Moreira Lopes – Doutora em Estudos Linguísticos – professora universitária
email: sofiammoreira@gmail.com

Comissão Editorial
Sofia Martins Moreira Lopes

Conselho Editorial
Huener Silva Gonçalves
Lúcio Alves de Barros
Sofia Martins Moreira Lopes

Revisão Geral
Sofia Martins Moreira Lopes

Revisão Específica
Responsabilidade de cada autor

Projeto Gráfico
Cristina Baía Marinho

Concepção de capa e folhas de seção

Sofia Martins Moreira Lopes e Huener Silva Gonçalves